segunda-feira, 23 de abril de 2018

Segundo dia

Segunda-feira, segundo dia da semana primeiro dia útil para os bancos.

O dia de preguiça, o dia que psicologicamente tem um peso maior sobre a responsabilidade do dia a dia. Apesar que o começo da semana foi ontem hoje é ainda o início, todos os dias é um início pela manhã, mas segunda feira acaba com qualquer pensamento positivo.

Como milhões de pessoas que passam pelo mesmo lugar todos os dias; estão só de passagem, não param para reparar nas riquezas a sua volta, assim a segunda feira, é um dia que passa por nossas vidas, só desejamos que passe; uma segunda feira sempre está entre algum acontecimento importante.

Não falo das pessoas que trabalham de fim de semana, essas pessoas não tem noção de segunda feira, essas pessoas folgam em qualquer dia da semana, quando o resto do mundo está engrenado num ritmo, essas trabalham 10 ou até 12 dias seguidos, trabalham por mínimos salários, quase simbólico e moram longe.

O que tem de melhor da segunda é que a teoria da relatividade é verdadeira, o tempo passa de velocidade diferente dependendo do deslocamento da sua ocupação, independente disso segunda sempre pessoa. Ela só não passa pra quem espera, para quem aguarda uma resposta, ou depende dos Correios para receber uma entrega.

domingo, 22 de abril de 2018

Vagão vago

Pessoas estão por todo lugar. Elas parecem estar vivas quando se movimentam para a estação, então quando o vagão para, elas ocupam seus lugares quase que automaticamente.
Quase que automaticamente todos os dias bilhões de pessoas no mundo inteiro, entram e saem dos vagões, muitas vezes elas continuam as mesmas, automaticamente conduzidas por uma pessoa, dentro ou fora do trem.
São bilhões de pessoas, sendo levadas de um lado para outro, pessoas com sentimentos, desesperadas, esperançosas ou até preguiçosas.
Pessoas que não queriam estar ali, fazendo o que não queriam, se deslocando para um serviço chato, na esperança de realizar um sonho, pelo menos um deles. Um dos sonhos do baú cheio de sonhos cintilantes esquecido num porão de uma vida qualquer, afagado pelo movimento das paisagens passando quando se senta numa janela; quando se senta? Já tá muito bom.
Não deveriam estar ali, não naquele horário, não indo para aquele destino, deveriam todos estar em qualquer outro lugar, quentinho cheio de amor. Mas se movimentam por dentro de túneis e pontes, sobre rios, ruas, casas e estações centrais, sentem o cheiro dos motores elétricos, o ruído dos trilhos, lamentam quando tudo acontece conforme o esperado.
Ou então são poucas as pessoas que realmente estão no lugar certo na hora exata, mas esses o sorriso inspira mona lisa. Pessoas assim não existem num feriado prolongado num transporte público, a menos que sua rota coincide em viajar de trem.
Para todas as pessoas as portas estão abrindo e fechando, há quem prefira uma estação ou outra. Mas na hora que o trem partir é melhor estar dentro de um vagão, cheio de desconhecidos indo para próxima estação

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Você por vc mesmo

— Quem é o seu Zé?... O seu Zé por Zé?

— Muito estranha essa pergunta, eu por o que?  Você quer por o que ?

— É para você falar a respeito de você mesmo.

— a gente num tava fazeno isso até agora, essa entrevista não foi sobre isso?

— Fale um pouco de você como se você não fosse você, fale de você na terceira pessoa, o que você teria a dizer sobre você mesmo se você fosse um outro… ...qual a sua opinião sobre você mesmo? Entendeu agora?

— Sim entendi, um pouco difícil fazer isso, porque eu sou suspeito de falar  mim mesmo. Mas respondendo a pergunta; o que eu diria sobre mim mesmo. O oceano! … O mar! … Não em tamanho de volume, mas em mistério, não o Pacífico, mas o Atlântico, para além de suas praias, um lugar desconhecido entre dois continentes, lá a onde os navios se perde, onde o mar se confunde com o céu. Talvez ali exista um barquinho remo. Dentro está lá sozinho, solitário, mas o mar sou eu mesmo, e tento não afogar em mim, nem me desesperar com os mistérios Inexplicáveis do oceano, o infinito é comum, só por ser desconhecido as dimensões do Atlântico. Na visão de um atlas tudo certo, um ponto ignorado, talvez um erro de impressão, vivendo mar a dentro o alto mar é tão imenso que não se pode contar. Infinito litros, infinitas vidas e mistérios, dentro de uma porção mensurável de um dos sete mares.

— Seu Zé, o que foi isso?, se fosse resumir tudo em uma palavra só, qual seria?

— Não sei, talvez, vida, ou oceanografia.

— Esse foi o Entrevistas Rápidas de hoje, falamos com o seu Zé, que… é… além de desempregado, ele faz qualquer tipo de serviços gerais.