terça-feira, 31 de outubro de 2017

Saudades

Cheguei em casa o silêncio era pleno, qualquer ruído vinha de fora, a sala obsorvia e diminuía todo barulho externo, escuto meus passos sobre o piso.

A xícara aínda sobre a mesa da mesma forma que eu deixei antes de sair a quase dez horas atrás.

Como é ruim não ter você!

O quarto feliz cheio de vida, com objetos espalhados e sorrisos por todos lado. Agora estatico, congelado.

Tento me ocupar com alguma coisa que eu não sei o que é, mas a verdade é uma só não sei mais viver sem ter sua companhia.

Sou dependente da sua presença, meios eletrônicos não vão te trazer devolta, vejo o seu rosto em todos os lugares, todas as lembranças se volta para o instante em que te conheci.

Volte a colorir o meu dia com suas duas covinhas.

Sei que você está bem, está tudo certo, mas eu espero ancioso a hora de ir te buscar.

domingo, 22 de outubro de 2017

Um Ponto no Tempo

Um tempo no ponto.

O de todos os pontos, o pior possível; no ponto de ônibus.

É um lugar incrível para se passar o tempo, o pior para se ganhar tempo.

Fico sentado horas a sua sombra, quando realmente preciso dele esse lugar se torna maldito.

No ponto de vista do ponto tudo é passageiro, para o motorista também.

Não existe relação, é só algo passageiro. Um abrigo passageiro cheio de passageiros.

Não lugares de espera a para qualquer momento.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Alfinete diário

Todas as vezes que eu chego no mesmo ponto de ônibus, e vejo que ele está cheio. Eu temo.

Sempre que eu chego no mesmo ponto de ônibus de todos os dias e não tem ninguém nem uma alma viva. Eu temo.

Se eu chego em algum lugar e vejo o rosto familiar que não lembro da onde eu o conheço, não sei seu nome. Eu temo.

Sempre que estou na minha mesa e o meu superior me chama, só eu. Eu temo.

Quando são 22:00 de um Domingo de folga e eu nem vi o dia passar. Eu temo.

Não é um medo como alguém que tem uma fobia, mas são momentos de pequenas tensões, é um frio na coluna de uma alma calejada, que por experiência própria se prepara para qualquer tipo de notícia.

É quase uma premonição de alguma coisa pode acontecer, pode ser boa, pode ser ruim e na maioria das vezes não acontece nada.

Ultimamente tenho bastante disposição para enfrentar esses tremores.

Essas pequenas ansiedade com calafrio só  aparece para lembrar que você está vivo, que você é uma pessoa que comete erros, que se esqueceu do remédio para emagrecer, que tinha algum boleto escondido lá no fundo mais que profundo da caixa de correios, que o lápis sempre quebra aponta quando ele cai no chão, você sempre tem que pôr água na Kombi, não importa se é um erro de engenharia ou falta de manutenção, que é horrível a sensação de não reconhecer um rosto quanto te cumprimentam,  que você precisa confiar de verdade naquele que é antes de tudo.

Enquanto isso ainda estou no ponto de ônibus, o mesmo de sempre, e não aconteceu, as pessoas vem chegando, o ponto vai se enchendo e nada.

Nada mesmo