Mais um dia comum como todos os outros.
Cartazes exibem os horários de fim de ano: quais dias abrirão, até o meio dia ou fechar mais tarde.
É tudo mais comum do que se imagina, mesmo parecendo uma novidade, aconteceu exatamente assim no passado, todos os anos se repetem igual ao anterior.
Confortável sigo o meu destino observando a cidade mudando seus horários por causa do fim de ano, ignoro o que está prestes a acontecer, ignoro o tempo diante do meu reflexo, porém vejo as marcas que o tempo deixou.
Vejo as marcas de luta, cicatrizes de guerra, impossível ignorar, é tão óbvio que estampa o meu rosto.
Ainda não desisti. Por enquanto estou aqui.
Agora sei o que quero, ou o que deveria querer. Ter é outra conquista. Se há tempo hábil?
O que resta é uma contagem regressiva que encurta ainda mais.
Está tudo mudando muito rápido, porém os dilemas são os mesmos, com perguntas diferentes. No fim é tudo tão igual, se repetindo de geração em geração.
Agora chegou minha vez. Por enquanto eu estou aqui.
No final do dia será só mais um dia comum, como outro qualquer, por mais que o calendário não te deixe esquecer que o tempo está passando.
— acabou mais uma década para você — ele diz.
Este é o fim?
Por enquanto ainda estou aqui.
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