segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

QuATerésima


Mais um dia comum como todos os outros.

Cartazes exibem os horários de fim de ano: quais dias abrirão, até o meio dia ou fechar mais tarde. 

É tudo mais comum do que se imagina, mesmo parecendo uma novidade, aconteceu exatamente assim no passado, todos os anos se repetem igual ao anterior.

Confortável sigo o meu destino observando a cidade mudando seus horários por causa do fim de ano, ignoro o que está prestes a acontecer, ignoro o tempo diante do meu reflexo, porém vejo as marcas que o tempo deixou.

Vejo as marcas de luta, cicatrizes de guerra, impossível ignorar, é tão óbvio que estampa o meu rosto.

Ainda não desisti. Por enquanto estou aqui.

Agora sei o que quero, ou o que deveria querer. Ter é outra conquista. Se há tempo hábil? 

O que resta é uma contagem regressiva que encurta ainda mais.

Está tudo mudando muito rápido, porém os dilemas são os mesmos, com perguntas diferentes. No fim é tudo tão igual, se repetindo de geração em geração.

Agora chegou minha vez. Por enquanto eu estou aqui.

No final do dia será só mais um dia comum, como outro qualquer, por mais que o calendário não te deixe esquecer que o tempo está passando.
— acabou mais uma década para você — ele diz. 

Este é o fim?
Por enquanto ainda estou aqui.



terça-feira, 10 de dezembro de 2024

agradecimento Completo


Deu certo, consegui, graças a Deus e a todas as pessoas que lutaram junto comigo, pessoas de perto ou de longe, pessoas que me apoiaram, às vezes sem dizer nada, às vezes me empurrando.
Obrigado a todos que me aturaram, que me suportaram no dia a dia, a cada derrota, nos momentos em que mais precisei. Todos vocês que não desistiram: essa conquista é graças a vocês. Eu nunca teria chegado a esse dia sem vocês.

E claro! Agora devo um agradecimento especial e merecido aos mesquinhos, insignificantes e desprezíveis que fizeram questão de tornar o caminho mais difícil.
 Àquelas almas pequenas e incrivelmente comum, que, incapazes de alcançar qualquer coisa por mérito próprio, só souberam jogar suas frustrações nos outros. Os que falaram pelas costas, os que julgaram, os que deixaram suas obrigações para mim, sobrecarregando-me enquanto se deliciavam em sua mediocridade. Vocês, que sempre tão espertos quando atrasaram a minha vida, não só no meu trabalho, mas também o lixo que deixavam para trás.

Vocês foram essenciais, uma escada de degraus podres, mas que, ironicamente, ajudou na minha subida. 
Sem o contraste da sua mediocridade patética, minha presença e meu trabalho não brilhariam tanto. É trágico – e até cômico – que todas as suas tentativas de me prejudicar só serviram para destacar minha capacidade e competência de uma forma que eu nunca teria alcançado sozinho. Sim, todos esses parasitas acomodados, figuras irrelevantes, um número apagado na multidão, que só conseguem repetir diariamente a mesma insignificância. Todos vocês acabaram me beneficiando.
Hoje eu estou pura felicidade; finalmente recebo o resultado de tanto esforço. Foi difícil, mas agora consegui. Muito obrigado.