quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Nos como Era




algumas linhas escritas em uma mensagem por alguém que te ama e conhece já é o suficiente para lembrar de uma universo que não existe mais.

um planeta onde foi real agora só existe na suas memoria.



Se eu te jogar algumas palavras soltas como:  Sonic, Pearl Jam, bolo de chocolate, puberdade e arroz queimado.

Talvez não faça sentido nenhum sem uma boa lembrança que ajunte cada um desses itens e resinifique tudo  como a melhor; se não a melhor com certeza a mais memorável época de nossas vidas.



Uma época em que mergulhar era tão perigoso quanto demonstrar insegurança, mas fazíamos isso constantemente, crianças crescendo, sem recurso, ou com pouquíssimo recurso.

Onde dependíamos mais de nossos cérebros para não ser óbvio do que do nosso bolso, do que de tudo o que nos cercava. Enquanto lá fora todos tentavam ser só mais um, usando e fazendo tudo o que todos estavam fazendo  à sua volta, num paradoxo mortal de clichês da periferia de um país de 3º mundo (mano).

A gente estava lá discutindo porque o Kurt Cobain deu um tiro em sua própria testa; ou teria sido um assassinato, e se ele não tivesse morrido?, porque o Pearl Jam nunca fez uma turnê no Brasil (até aquela época eles tinham feito nenhum show aqui), será um aeroporto ou um posto de gasolina.

Quando em cima do porco espinho azul começava a contagem regressiva de 5 segundos, (ainda não se sabe se a contagem era em segundos real porque  às vezes passava tão rápido que a reação mais lógica era arremessar o controle no chão, às vezes o Bug do processador do console te deixava vivo alguns milésimos depois do zero, o suficiente para pegar a bolha de ar e salvar sua vida). era sempre assim entrar em pânico por nada

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Era assim tardes imprevisíveis no Maia, Mega drive, um musica de fundo e um pretexto para estar juntos, qualquer um olhando de fora diria qualquer outra coisa da gente (bem pelo menos de mim), A maior diversão era a companhia que tínhamos um do outro e a fagulha de vida e cultura que quase se apagava quando sozinhos, mas quando juntos era um incêndio.

Sim! não tinha internet (não para todos numa velocidade aceitável), não! Não tinha

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Smartphones, nem Iphone, talvez o primeiro Ipod, não! não tinha Tv de tela plana nem um home Theaters, nem Netflix, ou You tube, jogos on line ou tv digital (a MTV era um nojo para  funcionar).

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Mas tínhamos amigos, irmãos, contato físico (muito limitado, é claro). 

Essa foi a melhor parte de ter existido naquela época, ter crescido ao lado de pessoas tão especiais, minha memória chora ao lembrar de não ter aproveitado mais, de não ter se entregue por besteira e medo do futuro.

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Muito obrigado por tudo.

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Carol. Wolf, Pedrão, Milka...

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Langa, Jhonw, Dani Boy, o Boy, Cris, Spit Fire, furacão, Edu, Zé bobão e palhacinho, Mão pequena, Cabelo Pikachu, Fe , Tubarão,...

E Tantos outros...




quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Procrastinamento prioritário

Ainda tem muitas coisas que eu gostaria de fazer.  Realizar, viver

Tem um projeto a concluir. Bem particular, um sonho, ele nunca esteve tão perto de se realizar como está agora.

Mas para isso acontecer tenho que fazer algumas outras coisas acontecerem, nem são coisas tão complicadas e difíceis assim, são coisas que exigem pequenas gotas de esforços, que precisam acontecer primeiro para dar continuidade ao projeto principal. Coisas pequenas no topo da lista das coisas procrastinaveis.

A satisfação em deixar de fazer uma coisa que eu deveria ter feito que com certeza está sendo adiado por qualquer série do Netflix ou um vídeo de coisas sendo destruídas em super câmera lenta.

A satisfação de acumular pendência está interferindo na realização de um sonho assim como esse pequeno texto.


Na verdade está tudo acontecendo de trás para frente, inclusive esse texto e as coisas que insiste em ficar no topo da lista de coisa para se procrastinar

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Polarizamento

Entre o Nazismo e a ditadura de Cuba, prefiro a democracia, ou um pouco do que resta dela, ou o que ela tenta ser para os brasileiros.
Será que realmente nossas escolhas foram mesmo uma opção democratica?
Não é sobre fraude nos sistemas eleitoral, manipulação de votos, isso é outro assunto estranho, eu me refiro a algo que acontece antes das eleições, será que as opções para votar representa a democracia?
Quem é que manda no país? O presidente? Os deputados? A mídia tradicional? Ou os marketeiros? . E quando esse senso comum é contrariado? O que pode acontecer? Será que um dia eles foram contrariados?
Com todos os escândalos de corrupção que surgiram nas últimas décadas, ficou claro quem é manda, quem que realmente tem o poder nesse país
O “Dinheiro”, quem tem manda, compra, faz o que quiser, diante do dinheiro as ideologias ficam em segundo plano, em detrimento do país, da reputação, da república e acima da constituição  está o dinheiro, sem o qual vc nada faz, se você tiver o suficiente pode fazer ele se multiplicar  exponencialmente, mas ele te toma como refém.
Na verdade tanto faz qual ditadura for vencer em 2018, 2019 está aí
e milhares de dólares de empresários ou do narcotráfico estão esperando as próximas gestão, deputados, assessores, juiz e Etc. Tem muito dinheiro esperando para mandar numa lei, uma emenda, um projeto, dinheiro que entra sujo para ser lavado, depois sair multiplicado e limpo, dinheiro que será valado com o suor do povo, suor de uma empregada fazendo hora extra, de pessoas que pagam juros por atraso de uma conta.
Isso sempre existiu, se agravou nos últimos governos, e sempre existirá, independe das pessoas que estão lá, eles podem dificultar ou fazer parte disso.
A ideologia dos candidatos pode ser um incoveniente ou não, mas no final quem manda é quem tem o dinheiro, que compram as atitudes de todos os que deveriam servir a patria.