domingo, 11 de junho de 2017
Dia dos Namorados
sábado, 10 de junho de 2017
Fones in My self
Meus fones de ouvidos são muito importantes, são a minha blindagem contra a realidade a minha volta, contra poluição sonora, contra tudo que se move.
Com eles o meu mundinho particular imaginário fantasioso; ou não, vem a existir, é quase uma realidade paralela livre da ditadura da posição global; que insiste em definir geograficamente a onde as coisas ficam (ou onde estão, ou onde deveriam estar).
Tudo e todos passam despercebido, até mesmo a música tocada em meus ouvidos se tornam um silêncio isolante, selando esse mundo misterioso.
Em algumas vezes me perco dentro de um pensamento profundo e até mesmo o tempo fica distorcido quanto tento me achar onde eu estava quando entrei pela porta da imaginação e fui para uma viagem sem fim entre um milésimos de silêncio que separam uma batida de outro acorde ritmado num contratempo de um compasso descontinuado dentro de uma escala de uma nota qualquer, que qualquer um chamaria de ruído, mas um especialista chamaria que arte.
Quando reconheço a música tenho que voltar, voltar desse profundo mergulho, onde os raios do “Sol da sanidade” não penetram, tenho que subir para diminuir a pressão da profundidade desse oceano de pensamentos perdidos e repentinos, tenho que sair do modo “hibernar”, ligar a consciência e todas as funções que me mantém em pé, então o mundo volta a rodar, as pessoas em minha volta voltam a existir, o aço volta a ser fundido, resfriado e usinado para depois ser parafusado como corrimão num vagão do Metrô; perto da saída do ar condicionado; o que faz essa parte do corrimão ficar muito mais gelado do que comum, que deixa uma impressão refrescante quando você toca nessa parte resfriada num dia quente.
Tudo em volta cria se cor, forma, nomes, objetivo e personalidade. Pronto estou vivo novamente em um lugar real, de pessoas reais onde qualquer coisa em minha volta pode me afetar ou não.
Então aperto o botão de votar a música, para que eu a escute novamente, a música que eu já estava escutando, porém não ouvindo.
Nessa hora toda a realidade se desfaz novamente, eu começo a me auto encolher até que só exista eu e o meu fone, os dois dos mesmo tamanho, uma pausa de silêncio para entender se foi eu que diminui ou se o fone que cresceu, mas logo lembro que não importa o que tenha acontecido; ou se aconteceu os dois, estou aqui para ouvir essa música.
sexta-feira, 9 de junho de 2017
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Cansado de esperar, Cleano sai dali e sobe uma escada abrindo uma escotilha que dava numa extremidade da sala de comando, então ele sentou numa mesa e resolveu mexer num computador que estava ali perto, sentou-se e viu a tela de descanso que exibia uma miniatura da “Spetro Solar” em 3D girando, ela piscava e mudava de posição na tela, do canto superior esquerdo girava, logo depois se apagou e voltou para o meio da tela, depois de girar bastante foi para o canto inferior direito
Cleano mexeu no mouse, no que parecia ser um, pois era uma bolinha que cabia na palma da mão fixada na mesa.
Ao tocar apareceu a tela preta com o cursor branco piscando, no topo da tela, ao que parecia ser a primeira linha, tocou no desenho de um teclado fixo na mesa e as letras apareceram na tela.
Apertou o ENTER (na verdade tocou no desenho da tecla ENTER, era como se o teclado fosse impresso na mesa) as letras sumiram e a tela continuava com o cursor piscando.
Como Cleano trabalhava com tecnologia se sentiu no direito de aprender a usar mais uma ferramenta. Procurou combinar algumas teclas para ver o que acontecia, ou pra tentar habilitar a parte gráfica do sistema operacional. Tentou a tecla ALT+TAB depois ALT+F4 ou ALT+F11, viu que nada acontecia, começou a teclar todos os atalhos que lembrava, inclusive usou a tecla entre a CTRL e a ALT, com o logo tipo estranho, depois de várias tentativas frustradas resolveu fazer o tradicional CTRL+ALT+DEL, no mesmo instante na tela pulou uma linha em branco e escreveu duas letras.
HA
Tentou novamente o mesmo comando, porém manteve as teclas CTRL+ALT pressionadas com a mão esquerda e teclou o DEL duas vezes com qualquer dos dedos da mão direita.
Então no computador pulou outra linha e escreveu
HAHA.
Aquilo parecia muito estranho como se o computador estivesse rindo dele.
Em seguida Cleano resolveu digitar um comando antigo que se lembrará, escreveu DIR depois deu enter .
Na tela se completou uma linha inteira de HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Em seguida pulou uma linha e apareceu.
QUE RIDÍCULO!, VOCÊ VOCÊ QUIS DIZER “SL”?
Ao Ler a mensagem Cleano ficou tão confuso que disse um “NÃO” em voz alta, na mesma hora apareceu uma linha escrito.
ENTÃO QUE MERDA VOCÊ ESTÁ TENTANDO FAZER COMIGO?
Cleano leu a próxima frase e ficou pensando por alguns instantes, confuso disse em voz alta:
— você entende comando por voz.
Na tela surgiu a seguinte frase em caixa alta.
SIM, É ÓBVIO, A MENOS QUE VOCÊ NÃO PERMITA.
— Se você aceita comando de voz e escuta o que eu estou falando porque tem teclado e mouse?.
PORQUE OS HUMANOS SÃO ESTÚPIDOS.
Cleano não estava acreditando que um computador estava ofendendo, ou pelo menos tentando.
— Que tipo de computador você é?
DO TIPO QUE IMPEDE OS HUMANOS DE FAZEREM ESTUPIDEZ.
— Se você aceita comando de voz porque só me responde por escrito?
QUE IRRITANTE!
Logo depois apareceu a tela de descanso novamente.
— Isso é algum tipo de piada?
NÃO, NÃO TENHO SENSO DE HUMOR PARA PIADAS.
Depois voltou a apresentar a “Spectro Solar” girando pela tela.
Cleano se levantou da cadeira, pensando ter sido ofendido por um computador que não sabe fazer piada, deu as costas para a tela apareceu o um Emoji de uma mão fechada somente com o dedo Médio levantado.
Quando Cleano fez algum movimento voltando a olhar para a tela, no mesmo instante voltou a exibir a tela de descanso, com o objeto 3D girando.
Logo desistiu de adquirir conhecimento técnico sobre aquele software, afinal de contas era tudo tão confuso quanto natural para ele a essa altura.