terça-feira, 19 de maio de 2020

Brinquedo

Você nunca sabe quando vai ser a última vez, até porque se soubesse não seria a última.

Digo isso porque eu perdi um brinquedo maravilhoso quando tinha de 10 ou 11 anos (não lembro), foi de uma forma horrível. Não lembro exatamente o Ano mas era mais ou menos metade da década de 90, morávamos numa casa de madeira, muitos quartos e a cozinha nos fundos, o terreno era acidentado de forma que da janela da cozinha ficava a pelo menos uns 5 metros do chão. Perfeito para usar uma funcionalidade daquele brinquedo.
Estou falando de um pequeno boneco do comandos em ação, esse era o nome brasileiro. (O boneco do comandos em ação não era um brinquedo qualquer ele era o melhor e mais articulado boneco para se brincar, ele tinha um elástico interno que mantinham o tronco e as duas pernas ligadas, isso dava uma liberdade de movimento quase impossível na vida real), com ele as lutas eram mais reais, era um pequeno boneco do tamanho da sua mão contra todo os exércitos de vilões do mundo inteiro, isso quando ele não era o melhor jogador de futebol, ou os dois.
Aquele sempre foi o melhor tipo de brinquedo. Não sei o que aconteceu que ele parou de ser fabricado, hoje ou você tem bonecos sem movimentos, ou bonecos maiores com articulações demais desnecessárias.
Quando ganhei o boneco, ele veio com uma mochila que você encaixava nas costas do boneco, nessa mochila tinha um paraquedas, de verdade, aquele era um brinquedo paraquedista, com paraquedas do tamanho real, sob a perspectiva do boneco. O paraquedas não passava de uma folha de plástico laminada cortado em círculo, com vários fios de barbante amarrado conectando na mochila.
Não tinha o que dar de errado a altura era boa o dia estava bonito, só dobrar o paraquedas da maneira correta e jogar tudo pro alto.
Tirando a parte ruim de ficar desembaraçando os fios finos de barbante depois que o boneco caia. O voo era fascinante, ele  pairava por alguns segundos antes de se chocar com o chão.
Então resolvi jogar ele com muita força pra cima para ele subir o mais alto possível.
Foi aí que enquanto ele subia o boneco se desconectou da mochila e continuou sua trajetória para o telhado, a mochila vermelha ficou pairando sem o boneco. Eu fiquei bravo tentei de tudo para recuperar meu brinquedo favorito. Mas ele já tinha ido embora, nunca consegui recuperar, nem mesmo depois de alguns dias de chuva eu procurava no pelo quintal dos fundos, pelo possível caminho que a água fazia. 
Nunca mais eu vi aquele brinquedo, alguns anos depois eu já não nem lembrava mais dele, mas aquela foi a última vez que eu brinquei aquele brinquedo.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Fim de Ano e o Amor


31 de dezembro, é o último dia do ano, fica um clima de fim de mundo no ar termino, o fim, os últimos momentos.


É um dia de correria, dia de fila, de preparo, de retrospecção, de planejamento, de superação, união, de preguiça, descontração, dia de ficar com a família atoa ou servindo. É o dia do Curinga, dia de ficar acordado até meia noite, dia de ver os fogos, dia de recordar onde estava a um ano atrás.

Para quem está ralando é dia de reconhecer que ta na profissão errada, ou que ama o oficio, pelos mesmos motivos de quem odeia fazer isso hoje.

É o um dia diferente, por mais que  você esforce para que ele pareça comum, nada a sua volta esta comum é um único dia do ano em que tudo esta fora do seu lugar natural, mesmo que você se esconda isolado em algum lugar, o amor do corações que te amam sempre vão te encontrar em algum lugar, esse infinito e completo amor está prestes a te abraçar e te aquecer perpetuamente.

Não importa o que se sente hoje, amanhã será outro dia, outro ano, outra vida.

Deixe esse amor entrar, ele bate discretamente na minúscula porta do seu coração.